O conceito de Welfare, aplicado por muitos países capitalistas especialmente da Europa coloca sobre a responsabilidade do Estado (Governo) o dever de proteger e defender a sociedade organizando a economia e possibilitando que através de sua regulação seja garantido os direitos fundamentais do cidadão. Esses direitos incluem a educação em todos os níveis, a assistência médica gratuita, o auxílio ao desempregado, a garantia de uma renda mínima, recursos adicionais para a criação dos filhos etc.
O Brasil por décadas vem tentando aplicar, sem sucesso, este modelo। Através de medidas governamentais e não governamentais assistencialistas, somadas a um teto salarial indigno (sem falar da vergonha do chamado salário família), a um sistema de saúde falido, a uma educação depredada, a bilhardes de cidadãos Sem Teto, Sem Terra e Sem Comida, o sistema de Welfare brasileiro assimilou-se ao esquema francês do século XVIII de dar "pão e diversão" ao povo. Desta forma, o povo trabalha muito, recebe o "salàrio mínimo da a cesta básica" e o pequeno tempo livre distrai-se com jogos na TV ou telenovelas. Enquanto isso os políticos tramam com banqueiros e megaempresàrios os rumos de uma economia cada vez mais desigual.
O PIB (Produto Interno Bruto) é o coeficiente que mensura a RIQUEZA produzida por um pais. O Brasil produz cerca de 1,6 TRILHOES DE DòLARES de RIQUEZA e é a OITAVA economia do mundo e a maior da América Latina. Porém, esta riqueza é tão CONCENTRADA, que por QUARENTA ANOS o Brasil oscila dentre os OITO países com a POPULAçAO MAIS POBRE do mundo, ficando atrás somente de sete países africanos, é um caso brutal e raro de desigualdade no mundo. Uma VERGONHA!!! Retrato fiel do DESCASO GOVERNAMENTAL com o povo em tomar sérias medidas para a REDISTRIBUIçAO da renda.
Para ilustrar para onde está indo o dinheiro do trabalhador usemos como exemplo a cidade de São Paulo (vale lembrar que existe o maior índice de desempregados do país) e, contraditòriamente, onde se concentra a moradia dos 1% mais ricos da população.
Os paulistanos gastam 4 bilhoes de reais por ano em produtos de alto luxo. O cruzamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que um selecto grupo de 24.700 paulistanos, que representam 0,24% da população da cidade de São Paulo, residem em casas cujo RENDIMENTO FAMILIAR médio MENSAL está ACIMA de CINQUENTA MIL reais. Desses, SETE MIL OITOCENTOS E OITENTA têm renda disponível de UM MILHÃO de reais por ANO e, na ponta do mastro de renda, NOVENTA CASAS paulistanas têm renda de UM MILHÃO de reais por MÊS. Que essa gente faz com tanto dinheiro? Enquanto milhões de brasileiros trabalham sol a sol, chuva a chuva, em troca de um salário MISERàVEL, sem direito a moradia, a alimentação saudável, a saúde e a educação decentes - falando do mínimo para a vida!
Você sabe que a Coca-Cola que é fabricada no Brasil possui o mesmo preço de revenda que na Europa? Que o atendente do Mac'Donald's na Europa recebe o salário equivalente a R$ 3.000,00 e o sanduiche custa o mesmo valor que no Brasil?
Políticos lad... Dão ao nosso povo as migalhas do que comem na mesa da fartura e da falta de vergonha escancarada. A consciência chegará ao povo para revolucionarmos "mentes e corações", para MANIFESTARMOS o nosso desejo de mudanças CONCRETAS.
Acredite! Quando nos unimos produzimos coisas fantásticas, como nos exemplos do documentário "O Campim" (dialeto local para o diminutivo de campo, ou seja campinho) produzido pela ClanDestinos e que mostra o empenho de alguns dos moradores da favela do Complexo do Alemão em construir e em manter um espaço para o lazer e também como ilustra a reportagem da Época sobre como está sendo realizada a Urbanização da Rocinha.
Fontes: IBGE e wikipedia
A Casa
A ideologia fatalista, imobilizante, que anima o discurso neoliberal anda solta no mundo. Com ares de pós-modernidade, insiste em convencer-nos de que nada podemos contra a realidade social que, de histórica e cultural, passa a ser ou virar “quase natural”. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 2001. p.21.
O Campim
DESTAQUE
domingo, 19 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
Como moradora da comunidade da Rocinha desde q nascí a 35 anos, que se saiba já é bairro desde 1997, ainda somos tratados como a última coisa a ser resolvida. Quando ganhamos o título de bairro, pelo menos assim nos fizeram pensar, começamos a imaginar q os recursos governamentais viriam mais rápido e a Rocinha deixaria de ficar esqucida por esses órgãos e não seriamos mais lembrados apenas nos jornais escritos e falados pelos fatos da violência! Não obstante disso, tb passamos a acreditar q o governo iria finalmente nos ver como "populaçâo ativa" e existente, já q favelado nada mais é q favelado no sentido amplo da palavra. É claro q nunca acreditaríamos 100% nesse papo demagógico q se seguiria durante anos e anos, com todos os nossos problemas internos e ainda sendo marginalizados pela sociedade. Seria muito injusto da minha parte se eu deixasse de falar nos trabalhos sociais q foram criados ao longo desses 10 anos, não posso deixar de citá-los pq nos auxiliam bastante dentro daquilo q podem fazer, mas por conta dessa marginalização, fomos empurrados a criar o nooso próprio "bairro", com nossas lojas, bares, academias, escolas, creches, comércios dos mais variados ( acredite temos até sexshop ) nos tornando assim um bairro criado a partir de nossas necessidades pessoais e coletivas, como haveria de acontecer devido ao nosso crescimento humano e urbano. A Rocinha hj é mais q uma favela (já somos bairro desd 1997 ...) e acredito q outras comunidades como a nossa tb devem estar nesse msm patamar de desenvolvimento. Em relação a urbanização, me desculpem a sinceridade pois nunca é tarde para mudar e transformar, chegou muito atrasado. Esse prazo deveria ter acontecido em 1997 ou 1998 ou até no ano de 2000! Afinal, o próprio descaso dos setores públicos permitiram deixar-nos crescer "desordenadamente" como eles assim o chamam. Se nos tivessem olhado antes, viriam todo o potencial q a Rocinha tem em todos os setores prováveis q qualquer bairro normal o tem! É claro q com nosso público de baixa renda ( a maioria). Enfim, apoio aprovo e quero q essa urbanização aconteça! Só espero q ela não começe só daqui a 10 anos! Um abraço a todos.
Well well well......
Postar um comentário